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Vacinação contra a gripe

#Saúde e Nutrição

Embora a campanha de vacinação contra a gripe não tenha sido prorrogada, o Ministério da Saúde recomenda a continuidade da vacinação aos estados que não atingiram a meta. Santa Catarina está fora dessa lista, pois já vacinou 82,2% da sua população, embora a vacina ainda esteja disponível. 

Até o momento, 35,9 milhões de pessoas já foram vacinadas, o que corresponde a 73% do público-alvo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A meta é vacinar, pelo menos, 80% do público prioritário, formado por 49,7 milhões de pessoas incluindo idosos, gestantes, crianças de seis meses a menores de cinco anos, mulheres em período de amamentação e pós-parto, profissionais de saúde e indígenas. Até agora, o único grupo que atingiu a meta é o das puérperas (45 dias após o parto) com 330 mil (92%) mulheres vacinadas. 

A vacina da gripe tem prazo limitado de utilização (de 6 a 12 meses) e protege contra os três subtipos do vírus da gripe determinados pela OMS para este ano (A/H1N1; A/H3N2 e influenza B). A vacina contra influenza é segura e também é considerada uma das medidas mais eficazes na prevenção de complicações e casos graves de gripe. Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza. 

Como o organismo leva, em média, de duas a três semanas para criar os anticorpos que geram proteção contra a gripe após a vacinação, o ideal é realizar a imunização antes do início do inverno. O período de maior circulação da gripe vai do final de maio até agosto. 

Após a aplicação da vacina pode ocorrer, de forma rara, dor no local da injeção, eritema e enrijecimento. São manifestações consideradas comuns, cujos efeitos costumam passar em 48 horas. A vacina é contraindicada para pessoas com história de reação anafilática prévia em doses anteriores ou para pessoas que tenham alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados. É importante procurar o médico para mais orientações. 

Para receber a dose, é importante levar o cartão de vacinação e o documento de identificação. As pessoas com doenças crônicas ou com outras condições clínicas especiais também precisam apresentar prescrição médica especificando o motivo da indicação da vacina. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receberem a dose, sem necessidade de prescrição médica. 

A transmissão do vírus influenza ocorre pelo contato com secreções das vias respiratórias que são eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, nariz e olhos). À população em geral, o Ministério da Saúde orienta a adoção de cuidados simples como medida de prevenção, tais como: lavar as mãos várias vezes ao dia; cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar; evitar tocar o rosto e não compartilhar objetos de uso pessoal.

Fonte: Ministério da Saúde. 

Publicado em 12.06.2017

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